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05/dez/2019

Carne processada aumenta em 20% a chance de câncer no intestino

Pesquisadores do Reino Unido analisaram, durante cinco anos, os hábitos alimentares de meio milhão de mulheres e homens no país, entre 40 e 69 anos. Ao final da pesquisa, a equipe registrou 2.609 casos de câncer de intestino entre os participantes. A conclusão do estudo, publicado na revista International Journal of Epidemiology, mostra que uma fatia de bacon por dia pode aumentar em 20% o risco de desenvolver câncer de intestino.

Os pesquisadores também concluíram que 76 gramas de carne processada, como salsicha e presunto, quatro vezes por semana, provocam o mesmo risco.

E as notícias ruins não param por aí. A equipe verificou que, além dos 20% com as carnes processadas, se a pessoa também ingerir 50 gramas de carne vermelha, o risco de câncer sobe para quase 40%. Ah, não podemos nos esquecer do álcool, que também é um dos vilões da doença.

O terceiro tipo de câncer mais comum

Mas não é só no Reino Unido que o câncer colorretal é o terceiro que mais afeta a população. Nos Estados Unidos e no Brasil também. Enquanto no país da pesquisa o serviço nacional de saúde recomenda a redução do consumo de carne processada e vermelha a 70 gramas por dia, nos EUA a sugestão é trocar esses alimentos por peixe e frango, sempre.

Os resultados do estudo não surpreendem, pelo contrário, só corroboram dados divulgados em 2015, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que atestam que a carne processada é cancerígena, alertando a população, desde aquela época, para reduzir ao máximo a ingestão de bacon, presunto, salsicha, linguiça, peito de peru, salame, hambúrguer e mortadela.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, é o órgão responsável pela prevenção do câncer no Brasil. O Inca também recomenda aos brasileiros não comerem carne processada e alerta para o consumo em excesso de carne vermelha, em especial aquele churrasquinho adorado. Carnes grelhadas ou assadas em churrasqueiras são ainda mais propensas a causar câncer, devido à temperatura elevada no preparo e à fumaça do carvão. O Inca explica que temperatura alta e fumaça são o combustível para formar compostos químicos cancerígenos que aderem à superfície do alimento.