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07/dez/2022

Avanço no diagnóstico precoce do câncer de próstata

Mulher cientista com luvas pega em tubos com sangue para realizar exame com as amostras

O câncer de próstata é uma doença silenciosa, em geral não apresenta sinais ou sintomas nas fases iniciais.

Dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de ir ao banheiro mais vezes e presença de sangue na urina são alguns dos sintomas. E seu quadro pode evoluir lenta ou rapidamente, dependendo de cada paciente.

O exame de toque é um dos métodos utilizados na detecção precoce do câncer de próstata e deve ser realizado, anualmente, a partir dos 50 anos. Homens com histórico da doença na família devem iniciar o rastreio a partir dos 45 anos.

Para um diagnóstico preciso, também é utilizado outro exame, o antígeno específico da próstata (PSA), proteína produzida naturalmente pela glândula, mas cujo aumento no seu nível pode indicar a presença de um tumor.

O exame de PSA é feito com o sangue coletado do paciente e permite medir os níveis da molécula no organismo. O médico compara os resultados do PSA com o exame de toque, que verifica o tamanho da próstata, a presença de nódulos ou inflamação na glândula.

Agora, três pesquisadoras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, trabalham no desenvolvimento de outro teste, uma biópsia líquida, capaz de detectar a doença também por meio do sangue.

A amostra passa por duas máquinas: uma centrífuga, que separa as suas partes; e um citômetro de fluxo, que conta e classifica as células. Neste processo, as cientistas conseguem observar a presença de células normais e de células tumorais, que também podem circular pela corrente sanguínea.

Em experimentos anteriores, elas identificaram qual proteína da membrana da célula tumoral se liga à molécula marcadora utilizada no estudo, o aptâmero A4. Trata-se de proteínas que se localizam na membrana que reveste cada célula de câncer de próstata.

No estudo, identificaram três prováveis proteínas-alvo para o aptâmero A4, que podem estar associadas ao câncer de próstata. Com isso, futuramente, essas proteínas poderão ser validadas como biomarcadores, possibilitando o diagnóstico precoce da doença.