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06/mar/2024

Medicamento para neuroblastoma pode ser incorporado ao SUS

Foto de uma médica, apontando para a tela de um notebook onde vemos em destaque a palavra neuroblastoma e abaixo dela ícones de saúde, como injeção, tubo de ensaio, estestocópio

O laboratório farmacêutico Recordati disse que submeteu, no início deste ano, o remédio betadinutuximabe (nome comercial Qarziba) à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Se aprovado, o medicamento de alto custo vai fazer parte do sistema público de saúde para atender crianças com neuroblastoma, que representa 10% de todos os tumores infantis e, segundo estimativas, 387 novos casos devem surgir, por ano, no Brasil, sendo metade classificada como neuroblastoma de alto risco (HRNB).

O neuroblastoma é um câncer encontrado nas pequenas glândulas que ficam em cima dos rins e pode se desenvolver na barriga, no peito, no pescoço, na pelve e nos ossos. Os principais sintomas são fadiga, perda de apetite e febre. Também pode haver um nódulo na área afetada.

Segundo estudos clínicos realizados desde 2009, em 126 centros com mais de 1.000 pacientes em 18 países, o betadinutuximabe melhora a sobrevida e reduz o risco de falhas e recidivas de tratamentos anteriores pelos quais os pacientes passaram.

Assim, o medicamento é indicado para:

  • Pacientes partir dos 12 meses, que já foram tratados com quimioterapia de indução, com pelo menos uma resposta parcial, seguida de terapêutica mieloablativa e transplante de células-tronco
  • Pacientes com história de recidiva ou neuroblastoma refratário, com ou sem doença residual

Após a solicitação pelo laboratório Recordati para que o SUS incorpore o betadinutuximabe, a Conitec tem 180 dias para fazer a análise do pedido, podendo prorrogar por mais 90.

Até a publicação deste texto, não havia informações do andamento do processo. Mas a expectativa é de que este ano muitas vidas possam ser salvas no SUS com essa terapêutica.