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11/set/2024

Câncer: o mal da humanidade

A primeira vez que se ouviu falar de câncer no mundo foi em 2600 a.C., em um papiro.

Na época, o médico egípcio Imhotep fez o registro de 48 doenças. A de número 45 estava descrita como “massas salientes no peito e que se espalharam pelo peito, frias, duras e densas como uma fruta”. Alguém adivinha de qual câncer Imhotep estava falando?

Segundo Siddhartha Mukherjee, no livro “O Imperador de Todos os Males – Uma Biografia do Câncer”, a descrição é perfeita para o câncer de mama. Na época, não se sabia como tratá-lo. Assim, o doutor Imhotep relatou que não havia terapia para tal doença.

Dois mil anos depois, o tema veio à tona novamente, desta vez, descrito pelo historiador e geógrafo Heródoto, em 440 a.C. Ele conta sobre Atossa, rainha da Pérsia, que descobriu em seu peito um caroço que sangrava. Um escravo a aconselhou a extrair o tumor, mas o que aconteceu depois da cirurgia, não se sabe. Heródoto parou por aí.

Mesmo com essas características, os casos comprovados como câncer, de fato, datam de 1900, quando Arthur Aufderheide, especialista em paleopatologia, encontrou 140 múmias em um cemitério de mil anos, no deserto de Atacama. Ao realizar autópsias nos restos mumificados, identificou “massa bulbosa”, preservada no antebraço esquerdo de uma mulher. Era o que chamamos hoje de osteossarcoma, um tumor maligno nos ossos.

Depois de Aufderheide, arqueólogos acharam diversos vestígios da doença. Um deles em uma múmia egípcia de dois mil anos, com um tumor que invadiu o osso da bacia. Na África Meridional, encontraram um maxilar de mais de dois milhões de anos, com um tumor na forma de um linfoma.

As descobertas indicam que o câncer pode ser uma das doenças mais antigas do mundo. Não representa o mal do século, mas da humanidade.